• Mão de obra mais cara puxa custo da construção no IGP-10, segundo FGV

    Reajustes nos salários da mão de obra de trabalhadores da construção puxaram a aceleração no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) no IGP-10 de junho, informou nesta sexta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa do INCC-10 passou de 0,86% em maio para 1,67% em junho.

    O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,27% este mês, após uma alta de 0,49% em maio. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra acelerou para 3,03% em junho, após uma alta de 1,23% no mês passado.

    Ficaram mais caros em junho os gastos com ajudante especializado (2,92%), servente (2,81%), carpinteiro de forma e telhado (3,14%), pedreiro (2,93%) e engenheiro (3,28%). Na direção oposta recuaram os preços de vergalhões e arames de aço carbono (-0,28%), perna 3


  • Ministro Aguinaldo Ribeiro quer nova linha de crédito para material de construção até junho

    O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro afirmou na sexta-feira, 25, que a nova linha de crédito para financiamento de material de construção entrará em vigor até junho. “Vamos definir a nova linha na próxima reunião com o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); isso acontecerá o mais rápido possível”, garantiu.

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  • Material de Construção Prevê Demanda Maior

    O varejo de materiais de acabamento no setor da construção civil deverá ter destaque na próxima década.

    Nos Estados Unidos, o segmento é seis vezes maior do que no Brasil, mas a demanda da classe C no País aponta uma mudança de cenário, com um maior poder de compra dos clientes que deverão levar o mercado a uma expansão interessante, inclusive por conta do movimento financeiro a ser gerado. Em 2011, o mercado norte-americano viu o setor representar cerca de US$ 300 bilhões, enquanto no Brasil o volume foi de US$ 48 bilhões, entre as mais de 100 mil revendas em território nacional.

    Outro destaque é a pulverização do segmento. Hoje, apenas 7,8% do setor estão nas mãos de cinco varejistas, as líderes Leroy Merlin, Telha Norte, C&C, Dicico e BR Home. Enquanto elas detém essa pequena fatia do mercado, registrada em 2010, em comparação ao varejo de alimentos esse quadro muda, afinal as cinco maiores desse setor registraram, no mesmo ano, 48,7% de participação no País.

    Outro termômetro que pode ser considerado frente a perspectiva de expansão do setor vem de apurações de entidades como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que viu incremento de 9,1% no varejo de material de construção no ano passado, sendo que a média do varejo como um todo foi 6,7%. “O mercado vai continuar a crescer muito no nosso setor. Cresce em formalização, profissionalismo e em demanda por produtos mais adequados às necessidades dos clientes”, diz Jorge Letra, co-presidente da Dicico. A marca espera crescer 11% este ano e deve fechar o primeiro trimestre com orçamento acima do previsto.

    Para levantar um quadro mais nítido desse setor, o Núcleo de Estudos e Projeções Econômicas (NE&PE), do grupo GS&MD – Gouvêa de Souza, elaborou um estudo aprofundado. A pesquisa da GS&MD aponta que a maior parte dos clientes escolhe a loja em que vai comprar de acordo com a proximidade de casa. Entre a classe C, 56% dos consumidores se utilizam deste critério, índice que cai para 38% na classe A, que também leva em consideração a variedade de produtos oferecida nos estabelecimentos do ramo.

    Para Luiz Goes, sócio sênior da GS&MD, o principal fator para o atual crescimento do setor é, sem dúvida, a expansão da massa salarial. Ele analisa que existe mais dinheiro disponível na economia, com mais pessoas trabalhando e recebendo salários crescentes. “O varejo de material de construção traz dois pontos importantes: o desejo de reformar e construir a própria casa move significativamente os impulsos emocionais do consumidor, assim como a demanda reprimida durante muitos anos, quando a capacidade de investimento, por falta de renda, era baixíssima”, explica Goes. “Certamente este segmento será um dos mais beneficiados ao longo deste ano”.

    Leia a matéria completa em Núcleo de Estudos do Varejo – ESPM